Adan L. Marini (Calote)

Digamos assim, isso é um diário digital, onde posto assuntos de meu interesse e outros que me chamam a atenção. E claro, algumas histórias engraçadas. Aqui vou comentar filmes, música, séries, desenhos, games... Não, não é viadagem, até porque não vou começar os textos com "querido diário". É apenas uma maneira fácil que encontrei de botar alguns assuntos que estão na minha cabeça pra fora. Desabafar, desafogar, fazer o trânsito andar.

21 junho, 2006

Se tudo vai bem, desconfie...

As últimas semanas estavam boas demais, recebi um aumento considerável no salário, troquei de carro e o dia dos namorados estava próximo. Tudo estava se direcionando para um horizonte melhor.


Mas claro, quando tudo está bem é porque tem algo de errado.
Na semana passada minha mãe se machucou feio ao cair de uma escadaria de um morro aqui ao lado de casa. Quebrou a mão três lugares diferentes e raspou todo o queixo. E nessas horas ninguém na rua vê nada, só quando a coisa serve pra fofoca aí todo mundo vê, ou seja, ninguém lá pra prestar ajuda.
Minha mãe praticamente voltou se arrastando morro acima até em casa com o queixo pingando de sangue.
Chegou em casa e contou calmamente ao meu pai que é um baita de um apavorado, que tinha que ir ao hospital porque escutou uns estalos na mão e ele poderia estar quebrada. Meu pai como sempre, custa pra entender as coisas e ela teve que repetir que queria ir ao hospital várias vezes.
Lá foi meu pai levar minha mãe até o Pompéia tremendo de nervoso, ficou com ela das 16:00hs até às 18:30 quando ela teve que mandá-lo embora porque o nervosismo dele estava demais, coisa ruim pra quem tem pressão alta.
Eu e a Iandra já estávamos lá em casa antes que ele chegasse. E vimos uns sinais estranhos, tipo, janelas abertas, sangue no chão do banheiro, casa vazia. Liguei para o Dangle e pedi se ele sabia de algo, ele não sabia e também ficou preocupado.
Nessas chega meu pai, supernervoso contando como a mãe se acidentou com voz de choro e indo direto pro banheiro lavar o rosto. Nossa! Pelo jeito que ele contou parecia que ela tinha perdido um braço. O Dangle ligou contamos tudo e ele veio correndo pra casa. Juntamos algumas coisas que ela ia precisar jogamos numa mala e fomos nós três meio assustados visitá-la.
Só podia entrar um por vez, mas foi unânime a impressão que todos tiveram dela. Estava falando normal, faceira, bem prafrentéx (hahaha, sempre quis falar isso), dizendo que estava bem, que o pai estava apavorado e tinha exagerado.
É incrível, como nada abala essa mulher e é incrível perceber o quanto ela é querida por todos em volta dela. O pessoal da igreja, os parentes, colegas de quarto que ela fez amizade e até as enfermeiras que ficaram tristes quando ela foi embora.
No momento está tudo certo ela já voltou pra casa, nunca sentiu dores, nem depois da operação na mão. Todo mundo lá em casa está fazendo o máximo pra ajudar ela, sem falar que ela não consegue ficar parada. Hehe
Nessas horas a frase aquela se confirma: “Mãe são três pilares da casa.”

1 Comments:

  • At 2:43 PM, Anonymous Anônimo said…

    eu gosto muito da tua mãe
    que bom que ela esta melhor
    manda um abração pra ela

     

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