Adan L. Marini (Calote)

Digamos assim, isso é um diário digital, onde posto assuntos de meu interesse e outros que me chamam a atenção. E claro, algumas histórias engraçadas. Aqui vou comentar filmes, música, séries, desenhos, games... Não, não é viadagem, até porque não vou começar os textos com "querido diário". É apenas uma maneira fácil que encontrei de botar alguns assuntos que estão na minha cabeça pra fora. Desabafar, desafogar, fazer o trânsito andar.

01 Junho, 2007

A Invasão dos sem-casa

Fiquei sabendo que o Gabriel ia ficar sozinho no apê dele durante uma semana, isso porque os velhos dele iam pra alguma-cidade-que-tinha-água-termal. Preciso falar algo sobre águas termais: Só véio e criança vão nisso, imagina só aquele monte de véio se banhando em água quente, aquilo fica parecendo uma sopa, um brodo, aquela gente toda trocando pele, na superfície da água só se vê aquela banha boiando...
Enfim, até tinha intimado o cara pra fazer uma cachaçada lá com a gurizada e tal, mas ele começou a dar umas desculpas furadas dizendo que não dava pra usar o salão de festas porque ele já tinha feito algo parecido e só deu stress com os vizinhos debaixo do salão. Sendo assim, dei a idéia de fazermos algo no apartamento dele mesmo, daí ele deu a mesma desculpa de que íamos incomodar os vizinhos e blá blá. No fim acabei esquecendo isso, mas achando um puta desperdício.


No final de semana passado no meio de mais um Quentão do Mal (quentão feito com vinho puro, açúcar e canela, sem queimar o álcool e sem adicionar água) na casa do Titi, alguém que também sabia que o prodígio iria estar sozinho deu a idéia de simplesmente invadirmos o apartamento do cara e fazermos um cachorro quente com quentão lá, praticamente uma festa Junina. Liguei pra ele com o celular do Titi pra avisar que estávamos indo ele querendo ou não, ele ficou meio assim, dizendo que ele e o primo iriam sair mais tarde pra Yes (eca), diga-se de passagem que só tendo entrada grátis pra ir lá mesmo, êita lugarzinho ruim. Bom, vai ver é porque odeio boate. Não conseguindo convencer ele por inteiro, passei o fone pro PDA (Pau D’água) que obteve êxito na empreitada. A princípio iriam poucas pessoas para lá, eu a Iandra, o Oberdan, o Titi, o Bretão e o PDA.

Antes de irmos lá, passamos no Big comprar as coisas pro cachorro-quente (apesar de ser feriado de Caravaggio o Big estava aberto, coitados dos funcionários), e como é de praxe fizemos a caixa que nos atendeu dar várias risadas com o que falávamos já com a cabeça no álcool, claro. Voltamos pros carros onde o Oberdan já abriu um pacote de salsichas e saboreou uma delas.



Chegando lá no prédio do figura, o Oberdan pegou seu Opala e foi buscar a Cida, PDA ainda não tinha chegado, vai ver tinha ficado esquentando o passatão no estacionamento do Big. Ficamos eu a Iandra e o Bretão lá fora esperando Gabriel abrir o portão pra nós. Quando saí do carro, já tinha um barbado pedindo esmola pro Bretão, esses caras devem morar nas sombras, porque nem vi de onde ele saiu. São umas figuras, ele falava baixinho com cara de coitado, era mais alto que eu, peguei umas moedas e dei pra ele que nem agradeceu, mas foi embora. O PDA quando viu o pedinte deu a volta na rua e foi embora, é um cagado com aquele passatão mesmo, depois veio falar que era pro cara não marcar o carro, que doente...

O Gabriel depois de abrir o portão disse que nunca teve pedinte na frente do prédio, quando digo que somos pára-raio de malucos não é por nada. Entramos no apê do cara e fomos fazer um tour por lá. Cara, nos impressionamos com o apartamento do loco, muito grande, de andar inteiro com 4 banheiros e tal, uma puta sacada que fazia um “L”em volta do prédio pra alegria da ala fumante. Tinham quartos e salas pipocando pra todo lado, cada pouco tu descobria um lugar novo, dava pra se perder por lá. No meio desse tour, chegou o Felipe (Gamelão) irmão do Fausto com o Dojão e também o Susella ligou pedindo onde estávamos.


O Titi e o Bretão, nossos cozinheiros oficiais, já estavam preparando o rango e o Quentão do mal. Nisso chegaram o Oberdan e a Cida. Puxamos um dos vários microsistens que haviam na casa, um que funcionava, e colocamos pra rodar AC/DC (claro) de um cd do Gamelão. Acabamos descobrindo que o pai do Gabriel toca bateria em uma banda, Os Beatos, no mínimo deve vir de Beatles, já que haviam vários discos deles por lá, inclusive um LP do Sgt. Peppers deixando todo mundo impressionado. Aliás, parabéns ao ábum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band que completa 40 anos hoje!!! Um divisor de águas no Rock and Roll!



Nisso o Gabriel e o primo dele foram comprar bira no Zaffari. Nesse meio tempo chegaram o Susella e a Patty e Alemão ligou pra mim pedindo onde estávamos. Nuns desses tours o Oberdan achou um banheiro e largou um barrão, fazendo com que ele borriface tanto bom ar lá que dava vontade de espirrar, mas antes que cheiro de barro... Enquanto o Gabriel estava fora o PDA decidiu fazer uma armadilha pra ele e o primo dele, como na entrada do apartamento tinha duas portas, uma normal e outra grande dupla, ele resolveu sair pela grande fazendo um fiascão pra dar um cagaço no cara. PDA descobriu a chave, esperou ele chegar, e quando ele estava abrindo a porta normal saiu gritando fazendo o Gabriel falar, “Tu é Louco”! Ele ficou meio apavorado porque disse que o pai dele tinha colocado uns pregos para não abrir a porta maior, mas deve estar até hoje procurando por eles. hehe

O legal é que até o Susella caiu nessa armadilha do PDA, mesmo sabendo dela. PDA saiu pela porta grande, o Susella sabendo disso foi todo confiante abrir a porta normal e não viu o PDA lá fora, nisso o cara surge do nada fazendo um ruído estranho só vi que o Susella piscou e tremeu! Hauhauahauhauh! Cara, o que nós rimos...

A casa estava supermovimentada, uns na sacada, uns fazendo tour pelo apê e o resto na cozinha bebendo e papeando. Eis que chegam o Alemão e a Lilly pra se juntarem à turma e nisso o rango fica pronto. Vale ressaltar que estava muito bom, o Bretão e o Titi são foda. Sentei na mesa pra garantir o meu e quando fui me servir pra variar me queimei a mão com molho, cara como dói.

Pela minha contagem tinham 13 pessoas, sendo que saímos do Titi com 6!!! Acabamos comendo todo o material referente ao Hot-Dog, e isso que o Titi achava que tínhamos comprado demais (uns 30 pães e uns 3 pacotões de salsicha!!!). Que bando de Trolls, mas se bem que tendo o PDA e o Oberdan juntos, tem que se pensar de maneira exagerada mesmo.


Nisso o álcool sobe mais ainda à cabeça de todos (2 garrafões em 3 horas, o Seu Sady agradece $$$), e começam as avacalhações. O PDA fuçando pelo apartamento descobriu uma gaita de gaudério verde meio pequena, todo mundo resolveu testar e o que melhor se saiu musicalmente foi o Susella. Uma hora o Gabriel aparece com uma camiseta do Caxias do tempo do êpa, acho que da época que o Felipão jogava, à mais ou menos 1 milhão de anos atrás. Foi ele mostrar a camiseta que o Titi já foi vestindo, ele ficou parecendo o seu madruga com suas camisas coladas. Hahahahah



Papo vai papo vem, vimos que eram onze horas e Gabriel e seu primo tinham que ir pra Yes, resolvemos ir embora em Mutirão pedindo desculpas pela bagunça (a pia ficou cheia) e pelo barulho.

Agora, só pra terminar com uma filosofia:
“Se vamos fazer algo lá, vamos fazer primeira e última vez!”

30 Março, 2007

Criança Feliz

Eba, eba!
Quarta-feira foi um dia muito bom! Ganhei meus presentes de Aniversário e Páscoa, um mais legal que o outro.
Hehehehehehe, a Iandra é mais curiosa que eu pra ver a minha cara quando recebo eles do que eu
pra ver o que são. Ela não se aguenta.

Bom, vamos aos presentes de aniversário:

Ganhei a coleção dos 3 filmes do Rambo!!!
São os 3 DVDs dos filmes e mais um de extras!
Ok, podem ser toscos e tal, mas fazem parte da infância do cara, o cara TEM que ter esses clássicos. Ontem mesmo a Iandra assistiu comigo o Rambo 1 (Programado para Matar), é impossível assistir sem dizer "que tosco" em alguma cena, mas é divertido. hahahaha
É engraçado ver esse filme com a idade que eu tenho agora, o cara fica pensando em como era ingênuo e achava bacana qualquer coisa que explodisse na tela, por mais impossível que fosse acontecer isso.

Sem falar que vi cenas que eu nem lembrava mais e outras que nunca esqueci.
Muito bom! A Iandra sabe me presentear!

Meu segundo presente de aniversário é um dos melhores que já ganhei na vida.
48 lápis de cores aquareláveis!!!
Bah, perfeito! Quer acertar um presente, me dá algo relacionado a desenho, ainda mais se for caro. heheheh
Agora tenho todos os tons de cores de que preciso pra pintar sem ter que misturar os lápis.

E agora vamos aos presentes de Páscoa:
Ganhei dois Ovos com presentes-surpresa!
Ainda bem que foi só isso que ganhei porque ando enjoado de chocolate hehe! Até avisei a Iandra que não queria muita coisa.
Bom, o primeiro dos ovos é o do Bátima, que vem com um boneco grátis, muito legal, mexe os braços e tal. Tri bem-feito!
O outro ovo é no mínimo interessante, vinha um plush do Pascoal, um coelho-mascote.
Esse plush era a cabeça do bichinho, toda de pano com boné e orelhas, bem legal.
Eu dei ele pra Iandra, é mais a cara dela!

Agora sou eu quem tem que se coçar com os presentes para a Iandra, tenho algumas idéias na cabeça do que dar para ela, tomara que eu não esqueça....

Imagem da semana

Ah a amizade...

Correção...

...fiquei gripado sim.
Como é estranho em pleno verão o cara ficar entupido ranhento e catarrento.


14 Março, 2007

Chove Chuva

Cá estou eu de volta (concordância estranha essa...) postando em meu Blog após um longo período de falta de tempo e stress. Mas devido à uma situação que aconteceu comigo essa semana, me senti obrigado a voltar.
Segunda-feira, 5 de Março de 2007, começou como um dia comum.
Decidi que iria para o trabalho à pé, com desculpa de “baixar a graxeira”, mas na verdade o que quero com isso é principalmente economizar gasolina, até porque os estragos nos gastos de Natal e ano-novo ainda se refletem agora em Março.


















Tudo certo, dia bonito, calorzinho, coloquei uma bermuda e camiseta.
Fiquei meio de cara quando dei falta de meu Mp3 Player, tinha deixado ele no trabalho para transferir algum arquivo que já ñ me lembrava mais. Droga, tive que caminhar meia hora até o trabalho escutando o agradável som das ruas.


O resto do dia passou normalmente, quer dizer, bem ao modo de Caxias do Sul que em um mesmo dia faz calor, chuva e frio.
E foi o que aconteceu, chegou o final da tarde e começou a famosa chuva-de-peão, aquele toró que começa exatamente na hora do Rush, quando todos estão voltando para casa.
Fiquei apreensivo. “E agora? Como vou voltar com essa chuva? Jamais vou ligar para meu pai me buscar, prefiro pegar chuva e ficar resfriado!”
Quem conhece ele sabe do que estou falando...

Felizmente a chuva ameniza um pouco, o suficiente pra mim voltar pra casa, ameniza mas não pára.
Lá vai o Peão Adan com sua mochila de Marmita, agora acompanhado de seu Mp3 e um leve chuvisco, o que não é bom já que eu estava de bermuda e camiseta. Claro, sempre torcendo para a chuva não piorar, o que graças à Deus, não aconteceu.
Mas se as coisas não pioram de um jeito, pioram de outro.
Estava ali próximo à Data Brasil bem faceiro voltando às largas passadas até minha casa quando de repente piso em uma pedra e solta e o inevitável acontece. Ela levanta de um lado e espirra água nos meus pé, sujando de barro meus tênis e meias. Sim, os dois pares, os dois pés!!!
Basta ver o estrago na foto abaixo.

O legal é que isto me fez lembrar de uma outra coisa, meus dois tênis estavam com a sola rasgada, bem na parte onde dobra o pé. Daí já liguei os pontos. Choveu, o chão estava molhando, meus tênis furados, logo... estavam molhados por dentro!!! Meias molhadas, pés molhados, gripe à vista!

Menos mal que não fiquei resfriado...

09 Novembro, 2006

Obesidade Mórbida

No alto de meus tenros 27 anos parece que finalmente atingi o ápice minha forma física. Sim, ápice porque nunca antes estive tão gordo. Coisa que ficou mais evidente quando fui para a praia e fiquei sem camisa.
Estou parecendo um palito de dentes com uma azeitona. Se pelo menos eu engordasse parelho, mas não, é só na barriga, chega a ser estranho.
Será que é cerveja? Nããããoooo, impossível!!! Como fui pensar em algo assim? Como fui culpar a cerveja, esse líquido sagrado que me acompanha a mais tempo que essa barriga. Deve ser culpa da água que eu raramente bebo...


Lembro que eu achava engraçado meus tios e primos que estavam no mesmo estado que eu, magros mas com aquela saliência. Percebi que isso não tem nada de engraçado, pelo menos não para mim.
A Iandra diz não se incomodar, que antes eu era seco demais e tal, realmente eu era, só que agora estou gordo demais. Acho que ela fala isso pra não me deixar mal, deve estar querendo me agradar.
Lembro quando eu e a gurizada nos reunimos para fazer um barulho no Susella um tempo atrás, tive que tirar a camiseta porque estava muito calor e com isso as banhas saltaram. Comentaram que não sabiam o que era pior, o som que estávamos fazendo ou as minhas tetinhas balançando, aquilo mexeu comigo...
Quando passo nas vitrines, noto nitidamente aquela pança de cerveja pronunciada em meu abdômen. O pior de tudo é que agora vem o verão e se eu não fizer algo vou passar muita vergonha.
A dois anos atrás eu pesava 75Kg, se for ver, até um pouco abaixo do normal para quem tem 1,85m. Só que agora eu estou de igual para igual. Estou pesando 85 Kg!!!
Cara, que baita barriga!
Bom, mas já prometi pra mim mesmo, chega de abusar em alimentos gordurosos e comer demais, vou começar a me cuidar pra valer, mas claro, nada exagerado, nada muito extremo, quero fazer isso aos poucos.
Vou começar a puxar ums ferros em casa mesmo, até porque tenho um equipamento que adquiri do Susella na troca por uma bike (!).
Me animei um pouco agora porque comprei um MP3 player e posso ficar escutando ele enquanto “malho”. Eu falo sobre ele mais tarde.
Tem uma coisa que o Robert DeNiro fala no filme Táxi Driver de 1979 que sintetiza bem o que eu quero dizer sobre o corpo:
“Preciso ficar em forma. A vida sedentária arruinou meu corpo. Abusei dele por tempo demais... chega de pílulas e de comer porcaria, chega de destruir meu corpo. Agora será a organização total. Quero os meus músculos duros.”
Bom, basta olhar a foto pra entender o título desse post.

É como dizem: “Ninguém chega aos 30 sem uma barriga.”

23 Outubro, 2006

Eu odeio, mas mudanças são necessárias

Me considero um cara acomodado, não de ser vagabundo, mas acomodado no sentido de manter uma rotina e nunca fazer uma mudança muito brusca no que faço na vida. Mas tenho uma teoria, pra mim uma rotina não dura mais do que 2 anos e essa teoria tem funcionado. Venho observando isso a minha volta, pessoas acabam namoros, trocam de empregos, enfim, mudam a vida bruscamente de alguma maneira ou em algum sentido. Espera-se que sempre pra melhor, mas na minha opinião é sempre pra melhor sim, para crescimento pessoal e auto-conhecimento.
Tem pessoas q não conseguem ser assim como eu, tentar ao máximo manter uma rotina. Talvez eu faça isso como uma forma de segurança, por ter medo do desconhecido. Mas aqueles que são os chamados nômades querem mais que essas mudanças aconteçam, uma dessas pessoas é um cara que trabalhava aqui comigo, o Maurício. Sexta-feira dia 20 foi seu último dia aqui, antes de ele voltar para Pelotas, mas agora trabalhando com o que ele realmente gosta, publicidade.




Há algum tempo ele já andava descontente por trabalhar aqui conosco, por que aqui se visava somente o design e a publicidade ficava em segundo plano. O que ele resolveu fazer então foi começar a estudar e ler livros a respeito, e ele leu, leu tanto que no fim ele sabia sobre publicidade mais do que todos aqui juntos, tanto que saiu daqui com uma bagagem imensa, saiu daqui atropelando todo mundo. Teve que sair porque a empresa não conseguia mais suprir ele com o tanto que ele poderia oferecer. Caramba, eu já percebi que ele sabia muito quando entrei aqui e que ele andava frustrado por não poder usar isso e chegou uma hora que ele precisou dar vazão a isso e só se resolveria com a sua, porque não dizer assim, súbita mudança de planos. Realmente pegou todo mundo por aqui de surpresa.


Teve até uma época que ele estava contente, bem estabelecido e pretendia se casar pra começar a vida aqui, só que não durou muito. Infelizmente pra mim e felizmente pra ele eu entendo o seu lado.
Mas tudo bem, ele deve estar realizado trabalhando com o que gosta, mais perto de seus parentes amigos e amor.
Tudo o que resta aqui são lembranças, e boas lembranças claro, lembranças de uma cara que faz e ainda vai fazer diferença na vida de muitas pessoas, bonachão, criativo pra caralho e adiante do seu tempo, quando digo isso é porque o cara tem cacife pra trabalhar em uma das agências grandonas mesmo, sem exageros e sei que ele chega lá. Tenho certeza que ele não vai ficar nessa rotina por muito tempo, ele não é esse tipo de pessoa, vai estar sempre em constante mudança, de alguma maneira.


Vou sentir saudades dos dias que voltávamos a pé do trabalho (isso depois de eu sempre ter que esperar ele se aprontar pra ir embora, ele tinha que ir no banheiro, colocar as coisas na mochila, desligar o micro, bom, chegou num ponto que eu tinha que avisar que estava indo embora uns 10 minutos antes pra podermos sair na hora) papeando, falando merda ou às vezes eu só ouvindo ele que dizia: “Bah cara, to falando muito?” e eu respondendo: “Não cara, eu sou um bom ouvinte, pode falar porra!” Sem falar nas vezes que ele reclamava por eu estar de carro, dizendo que a gente não tinha muito tempo pra conversar. heheheheh
Vou sentir saudades das poucas, mas boas cachaçadas, inclusive agora me arrependo por não ter feito mais disso com ele, não sei o porque, mas é tipo de coisa que a gente só percebe depois.
Das jantas, com arroz e às vezes churrascos.
Das idas ao cinema.
Dos dias que ele ficava emburrado com problemas pessoais.
De que cada vez que ele se alevantava da cadeira ele saía cantando.
Dos fones em volume ensurdecedor, mas mesmo assim ele ouvia.
Do quanto ele se indignava com o povo e as minas daqui da Caxias.


Dos sons que curtíamos, tirando Los Hermanos claro, não sei como ele gosta disso! ahahahah! “Bah, consegui vários álbuns dos Dire Straits cara, vou te mandar!” E dá-lhe entupir HD! Hahahahah
Dos trabalhos que fazíamos juntos aqui, pequenas obras de arte que surgiam com a junção de nossas idéias, sorte de que for trabalhar com ele agora.
Do quanto começou a curtir cultura pop, coisa que ele sempre fala que fui que o injetei isso. Filmes, quadrinhos, música e por aí vai... Foi ótimo fazer ele conhecer esse mundo dominado por Alan Moore, Quentin Tarantino. Assim como foi ótimo ler os livros que ele me emprestou, foi ótimo conhecer o lado emocional da publicidade, foi ótimo conhecer novos sons, foram ótimas as referências de sites de publicidade, foi ótimo ele ter me ajudado a pensar simples (Menos é mais porra!!) ih, tem muita coisa que aprendi com ele e espero eu que ele também tenha aprendido comigo.

Dos palavrões diretamente tirados do seriado do Bátima. Ficamos meses a fio repetindo eles! Hahaha
Dos gritos dos vídeos do Mundo-Canibal! Aaaaahhhh Mullequeeeee! Gritos pra valer mesmo, aqui no trabalho, parecíamos dois loucos.


Do quanto ele ficava ou ficávamos putos quando um trabalho perfeito não era aprovado.
Do quanto ficávamos faceiros quando um trabalho perfeito era provado.
Dos almoços que ficávamos papeando, tanto trazendo comida de casa quanto indo até a padaria ali perto. Parece que agora vou ter que almoçar sozinho.
Dos desabafos com os problemas da vida.
Mas tudo bem, tem MSN pra isso sem falar que em Dezembro tem o casamento do cara e lá vai dar pra matar a saudade e se matar de tanto beber, quero dar despesa mesmo, hahahahah.
Sem falar que ele não vai deixar de vir pra cá visitar seus irmãos e sobrinhas.
Sua estada terminou aqui como não poderia deixar de ser, com uma cachaçada que começou na cachaçaria e terminou no Snooker Campeão, comigo a Iandra a Lia e ele fechando o lugar.


Bom, só tenho que agradecer a ti cara, que por onde passou fez uma grande diferença na vida das pessoas.
Meu muito obrigado e nos vemos pela vida.

Maurício, desculpa se ficou meio gay isso, mas eu não podia deixar passar em branco.

12 Setembro, 2006

Imagem da Semana

Saudades do verão.

06 Setembro, 2006

A Morte do Pote

Aqui vai mais uma fábula de como minha falta de atenção prega peças em mim.

Como se sabe, Adan almoça em seu trabalho todo o santo dia. E para isso, ele leva uma, vamos chamar assim, marmita. Que sua mãe prepara com muito amor e carinho também todo o santo dia. Essa marmita é colocada em um pote de plástico ermeticamente perfeito, para não vazar não dar cheiro e outras coisas nada agradáveis que podem acontecer com a refeição ali contida.
Num desses belos dias, mais exatamente ontem, Adan havia saído do trabalho já no final do expediente, após muito trabalho árduo, e seu dirigia para seu fiel veículo que sempre o acompanha por todos os lados. O pote de marmita estava em sua mão direita, e embaixo de seu braço esquerdo estavam alguns folhetos, fruto de seu trabalho. Com sua mão direita ele largou o também fiel pote de marmita em cima do carro para jogar os folhetos no banco trazeiro . Mas, como se tudo tivesse sido feito após jogar os folhetos no banco trazeiro, Adan entrou no carro, deu a partida, muito sofrida por sinal, pois nesse frio os automóveis sofrem muito, e aguardou por seu colega de trabalho Maurício.
Com Maurício chegando para pegar sua carona, ambos ficaram dentro do carro falando trivialidades enquanto o veículo esquentava.

Após o motor estar em condições corretas de funcionar (o óleo já não estava mais congelado e já estava circulando normalmente), Adan ligou o pisca direito, olhou o retrovisor e subiu em direção à Moreira César, passando pela frente do Recreio Cruzeiro. Parou na sinaleira, pacientemente aguardou ela abrir, dobrou à direita em direção ao centro e no momento em que adquiriu uma certa velocidade, ele e Maurício ouviram um ruído no teto do carro e logo após atrás dele. Em milésimos de segundo várias teorias do que poderia ser aquilo encheram a cabeça de Adan e Maurício se olharam sem entender de onde viria aquele som.
Maurício num lampejo de lucidez falou: “O pote de comida!”
Adan olha para ele com cara de assustado repete sua frase e olha para trás na esperança de vislumbrar o pote mais uma vez, mas já era tarde demais. Naquela altura o pote se encontrava esfacelado com molho shoyo escorrendo pelo asfalto gélido, estava perdido para sempre...

In memorian