Assisti ao Código Da Vinci
Ontem eu a Iandra e o Maurício fomos assistir ao Código Da Vinci. E algo já se comprova de cara, algo que sempre se confirma e dificilmente um irá mudar. O livro é melhor que o filme. O único caso de livro pior que filme que eu ouvi falar foi o do Paciente Inglês, que eu não assisti e nem li e sinceramente acho que isso não faz falta.
Não que o Código da Vinci seja um filme ruim, longe disso, é muito bem feito, mas faltou um algo a mais sabe, faltou clima de suspense, faltou emoção nas cenas em que ocorrem algumas revelações bombásticas.
O livro claro, tem muito mais detalhes, é mais explicativo, se desenrola sem pressa. É até de se admirar que tenham conseguido fazer um filme de apenas duas horas e meia em cima do livro, que é um pouco extenso.
Uma coisa me admira nos livros é que como pode uma leitura ser melhor que algo tão visual e sonorizado como um filme, que é a mais completa forma de arte de nossa atualidade? Isso prova o poder de um livro bem escrito e o poder de nossa imaginação.
A Iandra não leu o livro e gostou do filme, Maurício leu e não gostou muito do filme, eu li o livro e achei o filme bom, mas ficou devendo pra todo o alarde que fizeram.
Alguns elementos essenciais que haviam no livro foram tirados, e alguns elementos desnecessários que não haviam no livro foram colocados no filme, causando um pouco de estranhamento.
Ele tem partes muito arrastadas e partes muito corridas, não tem um meio termo, algo que se desenvolva e siga um mesmo pique. Mas nada que comprometa o filme em si.
Os erros mais graves estão nos personagens. Tom Hanks como Robert Langdon está passável (e com um cabelo pra lá de estranho, a Iandra falou que ele parece o Bono Vox hahah), até pelo fato de Langdon ser meio introspetivo. A atriz Audey Tatou não convence muito como Sophie Neveu, porque no filme está mais perdida do que não sei o quê! Enquanto no livro é uma policial inteligente que ajuda muito Langdon a decifrar os enigmas. O citado “Mestre” não chama tanta atenção e nem aguça o telespectador a descobrir quem ele é como faz o livro. Alfred Molina como Aringarosa só faz algo que pode ser chamado de ponta, pois não tem tanto destaque nem tanta importância, assim como Bezu Fache interpretado por Jean Reno. No livro ele é um policial obstinado que não pára até que o caso seja resolvido, passa por cima de quem for pra isso. Só que no filme o papel de Jean Reno (que era quem o autor do livro tinha em mente quando o escreveu), é ofuscado por seu ajudante Collet. Leigh Teabing (Ian Mckellen) está ótimo, não deve em nada para o livro, assim como o monge Albino Silas que era exatamente como eu imaginava. Vários outros personagens tiveram sua participação ofuscada, como o gerente do banco, e o mordomo de Leigh, o que é meio frustrante.
Mas nem tudo no filme são críticas, por exemplo quando começam as revelações sobre os quadros de Da Vinci chega a dar um frio de emoção na barriga. Teve uma cena de acidente de carro em que alguns no cinema até pularam. Os ambientes são ótimos também, ajudando no clima de investigação. Sem falar que algumas cenas estão exatamente como o livro descreve. O final do filme com Langdon é mais emocionante que o do livro com a música que conduz ao clímax de tudo o que significou em sua busca.
Infelizmente, quem não leu o livro vai ficar boiando em algumas partes que não foram totalmente esclarecidas. Não deixa de ser um bom filme, eu recomendo que assistam, só que é impossível não fazer comparações com o livro, sabe, acho que logo, logo, ele vai ser esquecido, não que Dan Brown e os produtores estejam preocupados já que o filme já rendeu quase 500 milhões de dólares mundo à fora.






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