Adan L. Marini (Calote)

Digamos assim, isso é um diário digital, onde posto assuntos de meu interesse e outros que me chamam a atenção. E claro, algumas histórias engraçadas. Aqui vou comentar filmes, música, séries, desenhos, games... Não, não é viadagem, até porque não vou começar os textos com "querido diário". É apenas uma maneira fácil que encontrei de botar alguns assuntos que estão na minha cabeça pra fora. Desabafar, desafogar, fazer o trânsito andar.

01 junho, 2006

Recomendo!!! Neil Young - Living With War


Não há dúvidas, a indignação com a guerra além de emputecer a todos faz surgir os melhores trabalhos musicais que um artista pode produzir (vide The wall do Pink Floyd e o American Idiot do Green Day), e não é diferente com Neil Young, em seu último álbum, Living With War. Não posso afirmar seguramente que este seja seu melhor trabalho porque não o conheço suficientemente, já que sua lista de obras é imensa, mas eu chego lá.
Living With War é um álbum de protesto contra a guerra e contra o governo Bush (Let’s Impeach the President diz tudo!), que mesmo assim não deixa de ser patriótico (America the Beautiful). Esse “patriótico" nada mais é o fato d’ele dizer que as coisas eram melhores em seu país, antes de Bush e deixa um ar de esperança. Nada que incomode quem odeia os EUA.

Uns vão dizer: "Mas ele é candense, não pode falar mal de um país que não é dele!" Tudo bem, mas o fato de Schwuarzenegger ser estrangeiro também não o impediu de ser Governador da Califórnia, a mesmo Estado em que Young vive a 35 anos.
O álbum foi produzido e gravado em 9 dias, mas nada nele indica isso, aliás Neil Young não gosta de ficar enfurnado em um estúdio polindo demais seus álbuns.
Nele o pai do grunge mantém suas características mais marcantes, guitarras distorcidas ao extremo, voz fina inconfundível, críticas pesadas, criatividade e simplicidade. Simplicidade pelo fato das músicas não terem nada de frescas, é rock cru com melodias grudentas no bom sentido claro, como deve ser, e inclusive algumas músicas foram compostas e gravadas no mesmo dia.
Um detalhe legal de Neil Young é que suas músicas têm um diferencial, não seguem o padrão começo, refrão, solo de guitarra, refrão e fim, elas se desenrolam de uma maneira diferente e interessante do usual.
E claro, o álbum não é só guitarra baixo e bateria, ele faz uso de gaita de boca, metais e até um coral gospel que dá um ar de grandiosidade às músicas.
E se você faz um álbum de protesto você quer todo mundo escute e seja inspirado por seu protesto não? E o que você faz? Disponibiliza ele na internet, ora bolas!
Boa sacada desse cara, que a cada trabalho nos dá uma aula de música.

Já dizia um amigo meu: “O Neil Young é um troglodita no palco.”

E não só no palco...