12 setembro, 2006
06 setembro, 2006
A Morte do Pote
Aqui vai mais uma fábula de como minha falta de atenção prega peças em mim.
Como se sabe, Adan almoça em seu trabalho todo o santo dia. E para isso, ele leva uma, vamos chamar assim, marmita. Que sua mãe prepara com muito amor e carinho também todo o santo dia. Essa marmita é colocada em um pote de plástico ermeticamente perfeito, para não vazar não dar cheiro e outras coisas nada agradáveis que podem acontecer com a refeição ali contida.
Num desses belos dias, mais exatamente ontem, Adan havia saído do trabalho já no final do expediente, após muito trabalho árduo, e seu dirigia para seu fiel veículo que sempre o acompanha por todos os lados. O pote de marmita estava em sua mão direita, e embaixo de seu braço esquerdo estavam alguns folhetos, fruto de seu trabalho. Com sua mão direita ele largou o também fiel pote de marmita em cima do carro para jogar os folhetos no banco trazeiro . Mas, como se tudo tivesse sido feito após jogar os folhetos no banco trazeiro, Adan entrou no carro, deu a partida, muito sofrida por sinal, pois nesse frio os automóveis sofrem muito, e aguardou por seu colega de trabalho Maurício.
Com Maurício chegando para pegar sua carona, ambos ficaram dentro do carro falando trivialidades enquanto o veículo esquentava.
Após o motor estar em condições corretas de funcionar (o óleo já não estava mais congelado e já estava circulando normalmente), Adan ligou o pisca direito, olhou o retrovisor e subiu em direção à Moreira César, passando pela frente do Recreio Cruzeiro. Parou na sinaleira, pacientemente aguardou ela abrir, dobrou à direita em direção ao centro e no momento em que adquiriu uma certa velocidade, ele e Maurício ouviram um ruído no teto do carro e logo após atrás dele. Em milésimos de segundo várias teorias do que poderia ser aquilo encheram a cabeça de Adan e Maurício se olharam sem entender de onde viria aquele som.
Maurício num lampejo de lucidez falou: “O pote de comida!”
Adan olha para ele com cara de assustado repete sua frase e olha para trás na esperança de vislumbrar o pote mais uma vez, mas já era tarde demais. Naquela altura o pote se encontrava esfacelado com molho shoyo escorrendo pelo asfalto gélido, estava perdido para sempre...
In memorian
05 setembro, 2006
DVD de 15 anos Cães de Aluguel
Esse é um dos poucos filmes que eu comprei sem ter assistido antes e posso dizer que valeu à pena. Ele marca, porque não dizer assim, um renovação no cinema que mais tarde ia seria confirmada com Pulp Fiction.
Quem conhece Tarantino sabe do que estou falando, sangue, cenas clássicas, trilha sonora perfeita, enredo genial, personagens marcantes e que não valem o que comem.
Como sempre, parece que o Brasil vai ficar fora da parada de lançamentos de DVDs bacanas.
Mas a esperança é a última que morre...






