A Morte do Pote
Aqui vai mais uma fábula de como minha falta de atenção prega peças em mim.
Como se sabe, Adan almoça em seu trabalho todo o santo dia. E para isso, ele leva uma, vamos chamar assim, marmita. Que sua mãe prepara com muito amor e carinho também todo o santo dia. Essa marmita é colocada em um pote de plástico ermeticamente perfeito, para não vazar não dar cheiro e outras coisas nada agradáveis que podem acontecer com a refeição ali contida.
Num desses belos dias, mais exatamente ontem, Adan havia saído do trabalho já no final do expediente, após muito trabalho árduo, e seu dirigia para seu fiel veículo que sempre o acompanha por todos os lados. O pote de marmita estava em sua mão direita, e embaixo de seu braço esquerdo estavam alguns folhetos, fruto de seu trabalho. Com sua mão direita ele largou o também fiel pote de marmita em cima do carro para jogar os folhetos no banco trazeiro . Mas, como se tudo tivesse sido feito após jogar os folhetos no banco trazeiro, Adan entrou no carro, deu a partida, muito sofrida por sinal, pois nesse frio os automóveis sofrem muito, e aguardou por seu colega de trabalho Maurício.
Com Maurício chegando para pegar sua carona, ambos ficaram dentro do carro falando trivialidades enquanto o veículo esquentava.
Após o motor estar em condições corretas de funcionar (o óleo já não estava mais congelado e já estava circulando normalmente), Adan ligou o pisca direito, olhou o retrovisor e subiu em direção à Moreira César, passando pela frente do Recreio Cruzeiro. Parou na sinaleira, pacientemente aguardou ela abrir, dobrou à direita em direção ao centro e no momento em que adquiriu uma certa velocidade, ele e Maurício ouviram um ruído no teto do carro e logo após atrás dele. Em milésimos de segundo várias teorias do que poderia ser aquilo encheram a cabeça de Adan e Maurício se olharam sem entender de onde viria aquele som.
Maurício num lampejo de lucidez falou: “O pote de comida!”
Adan olha para ele com cara de assustado repete sua frase e olha para trás na esperança de vislumbrar o pote mais uma vez, mas já era tarde demais. Naquela altura o pote se encontrava esfacelado com molho shoyo escorrendo pelo asfalto gélido, estava perdido para sempre...
In memorian




2 Comments:
At 1:15 PM,
Tuts said…
Uma infelicidade para nosso dia...uma tragédia.
O microondas manda os pêsames.
Maurício Antunes
At 10:05 PM,
Anônimo said…
Hahahha...mas nada supera a história da salsinha!
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