Adan L. Marini (Calote)

Digamos assim, isso é um diário digital, onde posto assuntos de meu interesse e outros que me chamam a atenção. E claro, algumas histórias engraçadas. Aqui vou comentar filmes, música, séries, desenhos, games... Não, não é viadagem, até porque não vou começar os textos com "querido diário". É apenas uma maneira fácil que encontrei de botar alguns assuntos que estão na minha cabeça pra fora. Desabafar, desafogar, fazer o trânsito andar.

21 junho, 2006

Carro que desmonta

Putamerda! Recém troque meu "auto" (passat 83) por um carro (gol 93 da foto).
Como todo o carro que não é zero, sempre se tem algumas coisinhas para serem feitas. Na boa, nada que eu não resolva om 300 pila, só que nos últimos dias houveram algumas situações que aumentaram a lista de "coisinhas" para serem feitas.
Primeiro, a maçaneta da porta do co-piloto quebrou, sim do nada, fui apertar pra ver se o carro tinha trancado e fiquei com ela na mão.
Depois saindo ali de casa com a Iandra, dobrei a esquerda e ouvi um som de ferro caindo no chão, olhei no retrovisor e era um pedaço considerável de ferro, parei, dei um ré e fui verificar se não era do Gol. Quando olhei melhor, notei que era um protetor de carter. Olhei no Gol e ele estava sem, daí já que não vi esse considerável pedaço de ferro na frente e só depois, conclui que caiu do gol.
O pior é que ele está com os suportes de prafusos arrebentados, provavelmente tenho que soldar a porcaria. E logo, senão não sobra carro pra contar história.

Se tudo vai bem, desconfie...

As últimas semanas estavam boas demais, recebi um aumento considerável no salário, troquei de carro e o dia dos namorados estava próximo. Tudo estava se direcionando para um horizonte melhor.


Mas claro, quando tudo está bem é porque tem algo de errado.
Na semana passada minha mãe se machucou feio ao cair de uma escadaria de um morro aqui ao lado de casa. Quebrou a mão três lugares diferentes e raspou todo o queixo. E nessas horas ninguém na rua vê nada, só quando a coisa serve pra fofoca aí todo mundo vê, ou seja, ninguém lá pra prestar ajuda.
Minha mãe praticamente voltou se arrastando morro acima até em casa com o queixo pingando de sangue.
Chegou em casa e contou calmamente ao meu pai que é um baita de um apavorado, que tinha que ir ao hospital porque escutou uns estalos na mão e ele poderia estar quebrada. Meu pai como sempre, custa pra entender as coisas e ela teve que repetir que queria ir ao hospital várias vezes.
Lá foi meu pai levar minha mãe até o Pompéia tremendo de nervoso, ficou com ela das 16:00hs até às 18:30 quando ela teve que mandá-lo embora porque o nervosismo dele estava demais, coisa ruim pra quem tem pressão alta.
Eu e a Iandra já estávamos lá em casa antes que ele chegasse. E vimos uns sinais estranhos, tipo, janelas abertas, sangue no chão do banheiro, casa vazia. Liguei para o Dangle e pedi se ele sabia de algo, ele não sabia e também ficou preocupado.
Nessas chega meu pai, supernervoso contando como a mãe se acidentou com voz de choro e indo direto pro banheiro lavar o rosto. Nossa! Pelo jeito que ele contou parecia que ela tinha perdido um braço. O Dangle ligou contamos tudo e ele veio correndo pra casa. Juntamos algumas coisas que ela ia precisar jogamos numa mala e fomos nós três meio assustados visitá-la.
Só podia entrar um por vez, mas foi unânime a impressão que todos tiveram dela. Estava falando normal, faceira, bem prafrentéx (hahaha, sempre quis falar isso), dizendo que estava bem, que o pai estava apavorado e tinha exagerado.
É incrível, como nada abala essa mulher e é incrível perceber o quanto ela é querida por todos em volta dela. O pessoal da igreja, os parentes, colegas de quarto que ela fez amizade e até as enfermeiras que ficaram tristes quando ela foi embora.
No momento está tudo certo ela já voltou pra casa, nunca sentiu dores, nem depois da operação na mão. Todo mundo lá em casa está fazendo o máximo pra ajudar ela, sem falar que ela não consegue ficar parada. Hehe
Nessas horas a frase aquela se confirma: “Mãe são três pilares da casa.”

19 junho, 2006

Uma noite alucinante

Essa história ocorreu a umas semans atrás e foi muito engraçado.
Faziam uns 2 meses que eu e a Iandra não aparecíamos na gurizada devido a umas brigas e desentendimentos, mas tudo bem, esperamos a poeira baixar e dessa vez resolvemos ir.
Chegamos lá e como era de praxe os guris estavam tomando bira e assistindo aos irmãos cara de pau. Tudo na boa, ofereceram bira e conversaram conosco.
Logo que acabou aquela rodada, da qual também tomamos uns goles (hehehe), todos tivemos que sair de lá aí por 00:00 porque o Titi, dono da casa, estava com sono (!). Não me perguntem, também não entendi.

Tudo bem, fomos eu e a Iandra de passatão, O Pau D’água (PDA) com seu passat também, o Susella e o Bretão com o Palio, o Gavola com seu Polo e o Gabriel no Polo do pai dele num posto Tex logo ali perto, onde compramos uma Sprite e uma Vodega (Vodka), pra misturar. Vale ressaltar aqui que um refrigerante do posto (R$3,50) está mais barato que no Juventus (R$4,00), depois não se sabe como estão construindo prédio novo, roubando assim...
Trago vai, trago vem, som rolando horas no Polo do Gavola, horas no Passatão do PDA, porque as músicas do Gavola ninguém aguenta, não que as do PDA sejam melhores, mas é que sendo no rádio dele o Susella se sente à vontade pra botar uns sons de maloca que caem na graças de todos os bêbados de plantão.
Nessas chegou o Bonatto com o perigomóvel, sua Caravan e se juntou a nós na Bohemia. PDA viu um boneco do Barney que era da filha do Bonatto, e já o tirou pra companheiro de cachaça pegando-o no colo e tudo o mais.
Boneco esse também que o Susella puxou pra dançar umas rancheiras, bah, todo mundo se esborrachou rir, com ele fazendo jeito com o rabo do bicho. Muito bom! Ficamos ali mais um tempo e outros conhecidos foram aparecendo como o cunhado do Gavola que ele sempre tira pra louco, um amigo do Susella o Palhação, e também ali ao lado no Upír trabalha um outro conhecido o Oki, dono de um Opalão superinteiro que também se juntou à nós.
Bom, como todo mundo já tava bem louco o Bonatto deu a sugestão de irmos até o Revival acompanhar ele já que ele ia ver o show do Ratos de Porão (eca!). Até estranhei ter esse tipo de show lá. Estacionamos os carros numa rua ali embaixo e o Bonatto decidiu que não ia mais ver o show, mas pelo menos essa parada serviu pra gurizada mijar.
O Bonatto logo sugeriu então de irmos num bar lá perto da Randon que ia ter Alexandre Slide, quem puder assiste eu recomendo. E foi bonito ver aquele comboio todo indo pra lá numa pauleira, fazia tempo que não rolava uns rachas com a gurizada, que saudades.
Chegando lá, o bar estava fechado, beleza, ficamos ali parados na rua matando o resto do trago. Depois decidimos ir até a Cantina Pão e Vinho descendo pra Galópolis e lá vai todo o comboio bem louco dando pau BR abaixo com PDA e Susella com seu Palio que mais parecia turbinado, porque estava fazendo um som muito estranho na dianteira e o Gabriel atrapalhando o racha dos dois, mais perdido e assutado que cachorro que caiu do caminhão de mudanças. Sem falar que o Bretão também é um dos mais cagados caronistas que se tem notícia, chegando ao ponto de que quando fica assustado puxa o freio de mão do carro. Fora da casinha. Após aloprar na BR chegamos na Cantina, que pra nossa sorte já estava fechando, aproveitei e mijei lá no estacionamento.
Nos perguntamos: “E agora, o que vamos fazer nessa cidade bunda?”
Eis que surge Bonatto com mais uma idéia brilhante: “Vamos no puteiro do meu tio!” E todo mundo bem louco aceitou na boa, afinal, ninguém queria ir pra casa dormir.
Após mais um tirão São Leopoldo acima, larguei o Passatão em casa e fomos no do PDA. O lugar fica lá onde o diabo perdeu as botas entre Caxias e Farroupilha, fomos claro, tirando racha. No meio do nada então vizualiza-se o “La Noche”, pois é, também fiz cara feia pro nome. Entramos e estava vazio. Na verdade tinham as putas o barman, o seguranças, o garçom e um cliente corajoso, além de nós. Isso sem falar que estava rolando uma apresentação com um cara e seu teclando definhando clássicas das casas de Burlesco.
A visão toda era desoladora, mas tudo bem, estávamos todos lá dando rizada da situação e bebendo umas cervejas. O Bretão bem que tentou trovar uma puta, mas não deve ter rolado nada de graça. Após um tempo quando o “show” terminou o destaque desta noitada acontece, algo que acreditem, realmente aconteceu. PDA bem louco sobe ao palco e começa a dar seu show ao som de música dance como uma legítima puta, com direito a um meio strip, em que tirou sua jaca estilo Ewok e a esfregou entre as pernas. Era impagável ver ele se requebrando no pilar! Isso sem falar que ele deu a corridinha pulou e se agarrou no pilar girando e descendo pelo mesmo. Cara do céu, ao mesmo tempo em que ninguém acreditava, nós nos matávamos de rir. Nunca mais vou esquecer a performance dele!!! HAHAHAHAHAHAH Pena que não pude registrar porque lá estava muito escuro e o celular não captou.
Feito o espetáculo, e concluirmos que o Bonatto não deu uma dentro naquela noite resolvemos cair fora daquela pocilga. O lugar estava tão deprimente que até o segurança na portaria pediu desculpas e disse que poderíamos voltar na semana que vem que ia estar tudo nos trinks, isso olhando pra Iandra e me dizendo que eu poderia trazer a namorada de novo. Logo lá fora PDA começou a insistir para irmos pra Carlos Barbosa na Chopperia ao lado da Electric relembrar os velhos tempos, sim, o cara tava bem louco naquela noite.Ninguém tinha mais grana, mas ele disse que assim mesmo que bancava com a gasosa, então, só fomos eu a Iandra, o Bretão o PDA e o Susella n o passatão dele.
Na ida o Susella queria porque queria escutar a Dreamer do Ozzy então foi colocado a dita da música umas três vezes com coral e tudo o mais.
Após um viagem levemente tediosa chegamos a Carlos Barbosa e no bar que estava meio vazio parecendo que ia fechar. Lá uma pessoa que até hoje não sabemos se era uma mulher ou era um traveco nos atendeu e pedimos mais bira na conta do Bretão que bancou na boa. Mas foi só começarmos a tomar as biras que o PDA resolveu ter uma de suas crises de diarréia e querer ir embora, demos uma dura no cara dizendo que não íamos sair de lá até terminarmos a cerveja tranquilamente. Chegou uma certa hora, acho qu perto das 04:30 o pessoal começou a sair da Electric Circus e o bar encheu de um jeito que parecia ser um dia comum de movimento. No resto tudo o correu normalmente, o Susella inticou umas gurias porque o cofre de uma delas estava à mostra, papeamos pra caramba eu ele e a Iandra, nisso o aperto do PDA já tinha passado.
Resolvemos então ir pra casa, na viagem o Susella insistiu em escutar Dreamer de novo, lá fomos nós escutar a música mais umas três vezes com coro que mais gritava do que cantava.
Chegamos em Caxias era quase dia, com aquele gosto de vida bem aproveitada, cara que saudades da turma, foi bom voltar.

13 junho, 2006

Todd McFarlane ataca novamente!!!

É, sempre de olho o na cultura pop (e na grana) o dono da McFarlane Toys e às vezes desenhista, Todd McFarlane lançará em agosto um novo produto que se vingar, vai virar mania no mundo dos cinéfilos.
Após deixar todo mundo de água na boca com os bonecos da série LOST.desta vez ele lança um pôster tridimensional de Tubarão, o filme de 1975 dirigido por Steven Spielberg. E é muito bacana por sinal.
Abaixo seguem algumas imagens para vocês ficaram com água na boca.
Bah, fico imaginando se rolar um do Star Wars.

08 junho, 2006

Notícia Bizarra

Como todos sabem, neste último dia 06/06/06 (e o último nos próximos 100 anos, hehe), foi lançado o remake do filme de 1976, A Profecia.
Pelo que li o filme não tem nada de novo com relação ao antigo, mas o mais bizarro de tudo é que neste dia na Inglaterra às 06:06 nasceu um bebê e adivinhem o nome do garoto? Damien, claro.
Vamos acompanhar a vida da criança de perto e ver se coisas estranhas acontecem à volta dela! hehe

01 junho, 2006

Recomendo!!! Neil Young - Living With War


Não há dúvidas, a indignação com a guerra além de emputecer a todos faz surgir os melhores trabalhos musicais que um artista pode produzir (vide The wall do Pink Floyd e o American Idiot do Green Day), e não é diferente com Neil Young, em seu último álbum, Living With War. Não posso afirmar seguramente que este seja seu melhor trabalho porque não o conheço suficientemente, já que sua lista de obras é imensa, mas eu chego lá.
Living With War é um álbum de protesto contra a guerra e contra o governo Bush (Let’s Impeach the President diz tudo!), que mesmo assim não deixa de ser patriótico (America the Beautiful). Esse “patriótico" nada mais é o fato d’ele dizer que as coisas eram melhores em seu país, antes de Bush e deixa um ar de esperança. Nada que incomode quem odeia os EUA.

Uns vão dizer: "Mas ele é candense, não pode falar mal de um país que não é dele!" Tudo bem, mas o fato de Schwuarzenegger ser estrangeiro também não o impediu de ser Governador da Califórnia, a mesmo Estado em que Young vive a 35 anos.
O álbum foi produzido e gravado em 9 dias, mas nada nele indica isso, aliás Neil Young não gosta de ficar enfurnado em um estúdio polindo demais seus álbuns.
Nele o pai do grunge mantém suas características mais marcantes, guitarras distorcidas ao extremo, voz fina inconfundível, críticas pesadas, criatividade e simplicidade. Simplicidade pelo fato das músicas não terem nada de frescas, é rock cru com melodias grudentas no bom sentido claro, como deve ser, e inclusive algumas músicas foram compostas e gravadas no mesmo dia.
Um detalhe legal de Neil Young é que suas músicas têm um diferencial, não seguem o padrão começo, refrão, solo de guitarra, refrão e fim, elas se desenrolam de uma maneira diferente e interessante do usual.
E claro, o álbum não é só guitarra baixo e bateria, ele faz uso de gaita de boca, metais e até um coral gospel que dá um ar de grandiosidade às músicas.
E se você faz um álbum de protesto você quer todo mundo escute e seja inspirado por seu protesto não? E o que você faz? Disponibiliza ele na internet, ora bolas!
Boa sacada desse cara, que a cada trabalho nos dá uma aula de música.

Já dizia um amigo meu: “O Neil Young é um troglodita no palco.”

E não só no palco...